“O que está aqui em causa foi vender-se ao engenheiro Moedas, porque foi ela que o procurou, não foi ele que a foi buscar, e para precisamente obter uma vantagem à custa de um partido, de um projeto e de uma ideia de cidade”, declarou o vereador do Chega, referindo-se a Ana Simões Silva, realçando que assumir pelouros implica ter uma remuneração, bem como um gabinete maior do que aquele que é dado aos partidos da oposição. Questionado sobre a posição do presidente do Chega, André Ventura, quanto à situação em Lisboa, Bruno Mascarenhas referiu que ainda não houve a oportunidade de falarem pessoalmente, mas realçou que o líder do partido “confia seguramente” no que está a ser feito no concelho, ressalvando que também “não há muito que possa fazer ou dizer” quanto à desfiliação de Ana Simões Silva, que “abandona por uma questão estritamente financeira”. Sobre se houve negociação entre Chega e PSD/CDS-PP/IL para fazer aprovar propostas em troca de atribuição de lugares em estruturas municipais, o eleito do partido de extrema-direita indicou que “foram negociadas, naturalmente, determinadas políticas que estão inscritas e que foram ditas de forma transparente nas Grandes Opções do Plano”, referindo que a nomeação de Malfada Guerra, militante do Chega, para os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa “se enquadra naquilo que pode ser uma boa vontade dos partidos em trabalhar naquilo que são as políticas da cidade”.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-02-11 15:32:59
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