O mundo entrou no novo ano como um adulto entra em uma sala onde já sabe que vai discutir, braços cruzados, maxilar tenso, convicto de que tem razão antes mesmo de ouvir o outro. Cresce rodeado de antenas, radares e protocolos, mas ninguém lhe ensina a lidar com a ausência, o medo, a sensação de não pertencer. Talvez seja isso que mais falta às narrativas políticas contemporâneas: a aceitação de que a paz não é um estado final, mas um exercício contínuo, frágil, trabalhoso.
Author: Redação
Published at: 2026-02-07 00:44:23
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