E, apesar de visões distintas sobre o caminho a seguir e o papel das universidades neste desafio, os cinco oradores foram unânimes ao assumir que a Europa enfrenta simultaneamente ameaças externas, fragilidades internas e dilemas éticos que exigem uma resposta mais ampla do que uma simples modernização militar. Joana Ricarte rejeitou a lógica binária entre armas e Estado social e defendeu que “se minarmos a nossa coesão social, não teremos nada para defender.” A defesa europeia, argumentou a investigadora na Universidade de Coimbra e especialista em Relações Internacionais, inclui saúde, território, segurança marítima, ciberespaço e resiliência democrática, áreas em que o investimento é tão crítico como nos sistemas de armamento. A guerra na Ucrânia, a pressão geopolítica da Rússia e da China e a incerteza sobre o compromisso futuro dos EUA obrigam a União Europeia a repensar o seu modelo de segurança.
Author: Fátima Ferrão
Published at: 2026-01-27 22:50:34
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