Um faroeste sem deserto — e com mais culpa do que pólvora (na Netflix)

Um faroeste sem deserto — e com mais culpa do que pólvora (na Netflix)


“Na Terra de Santos e Pecadores” apenas delineia The Troubles, ou “os problemas”, as hostilidades da Irlanda do Norte para com o Reino Unido de mais de há meio século, sem começo exato, mas pontuada pelo surgimento da Força Voluntária de Ulster, como a Irlanda do Norte também é conhecida, em 1966; a marcha em defesa dos direitos civis em 5 de outubro de 1968; a Batalha do Bogside, em 12 de agosto de 1969; e, por fim, o envio das tropas inglesas, em 14 de agosto de 1969. Robert Lorenz, um colaborador regular de Clint Eastwood na produção de sucessos como “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Menina de Ouro” (2004) e “SniperAmericano” (2014), aplica boa parte do que aprendeu com o mestre em seu próprio filme, apostando em Liam Neeson para carregar a carranca de bom, mau e feio. A despeito de o onipresente e incansável Eastwood estar em todas, essa é a impressão que se tem já nos primeiros minutos, ainda que Neeson seja capaz de dar um toque muito pessoal a Murphy, como sempre acaba acontecendo para ele, já uma grife nessas tramas de sujeitos diabolicamente imperscrutáveis, a exemplo do que se assiste em “Agente das Sombras” (2022), dirigido por Mark Williams, ou “Assassino Sem Rastro” (2022), de Martin Campbell.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-02-01 13:58:57

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