Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo

Um dos melhores sci-fis deste século chegou à Netflix — e Scarlett Johansson está no centro de tudo


Lotada na Seção 9, divisão responsável por ações de antiterrorismo comandada por Daisuke Aramaki, de Takeshi Kitano, a Major não consegue desempenhar suas funções a contento, tão assombrada se encontra por visões que remetem-na a seu tempo de pureza, quando era apenas mulher, imprevisto que a doutora Ouelet — um bom desempenho de Juliette Binoche, bissexta no cinema recente — atribui a uma falha cognitiva, não a algum fato inerente a sua realidade passada. Kuze, o terrorista caçado pela Seção 9, alerta a heroína do risco de se confiar nas Indústrias Hanka, e, embora breve, a participação de Michael Pitt se presta ao papel de super ego da protagonista, refreando-lhe os impulsos e fazendo com que modere seu entusiasmo quanto às pesquisas que lhe deram origem. Fonte de debates algo despropositados, se a pseudoquestão racial de Scarlett Johansson como uma heroína nipônica em “Ghost in the Shell” já não passava de mero casuísmo, toda essa argumentação perde o resto da força que poderia ter frente ao trabalho de composição da atriz, que mesmo não sendo, por óbvio, japonesa — nem nipo-americana —, que usa a seu favor seu generoso arcabouço físico, uma sua marca registrada, e confere a alguns de seus personagens uma profundidade que, honestamente, nem sempre se espera.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-02-07 14:01:56

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