Hoje, a questão central já não está em compreender porque é que o plano inicial do Kremlin falhou, ou porque é que a “operação” que se esperava cirúrgica e rápida se tornou um pesadelo à escala global e sem fim à vista. Aumentar a pressão coerciva sobre Kiev, procurando melhorar a posição negocial pela via do desgaste; Sinalizar capacidade de escalada, reforçando a credibilidade de ameaças futuras; Testar os limites da resiliência ocidental, avaliando até que ponto o apoio militar e financeiro se mantém sustentável. Ao sugerirem que a guerra pode ser abreviada mediante cedências territoriais ou neutralizações estratégicas unilaterais, ignoram um dado fundamental: a Rússia não está a negociar para sair do conflito, mas para o gerir e moldar a seu favor.
Author: Daniela Nunes
Published at: 2026-02-24 14:00:18
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