Trump transformou-se num César. E a direita não gosta disso

Trump transformou-se num César. E a direita não gosta disso


Na cabeça de um número crescente de pessoas, de cada vez que Donald Trump diz “bom dia”, faz um discurso, anuncia uma decisão, pondera a anexação de um território estrangeiro, ordena uma operação militar num país das Caraíbas ou bebe uma Coca-Cola Zero as reações dividem-se em dois campos firmemente opostos: a direita, com mais ou menos convicção, aplaude; a esquerda, com berros e esgares, critica. Acreditam que essa é a forma de organização política que consegue proteger o país de duas ameaças existenciais que poriam em causa a federação que lhes oferece liberdade e autonomia e evita que os cidadãos sejam oprimidos por um Estado central poderoso. Em 1999, Patrick Buchanan, um dos mais influentes pensadores da direita americana na época, referiu no livro “Uma República, não um Império” a queda dos cinco grandes impérios europeus — o austro-húngaro, o francês, o britânico, o alemão e o russo — e concluiu: “Hoje, os líderes dos Estados Unidos estão a repetir todos os desvarios que levaram essas grandes potências à ruína — desde a arrogância e a soberba, às pretensões de hegemonia global, à sobre-extensão imperial, à proclamação de novas ‘cruzadas’, até à concessão de garantias de guerra a regiões e países onde os americanos nunca combateram antes”.

Author: Miguel Pinheiro


Published at: 2026-01-17 00:22:00

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