Superada a emoção do momento, o que se anuncia na Venezuela é algo que beira ao realismo mágico da guerra entre conservadores e liberais na Macondo de Gabriel García Márquez, em Cem Anos de Solidão. Em vez de liberar o povo venezuelano — como anunciou o discurso bolsonarista por aqui –, Trump pegou para si o regime, nomeou uma nova “síndica”, reivindicou 50 milhões de barris de petróleo, e, quem diria, tirou de Lula o título de padroeiro da ditadura chavista. Em nome de uma suposta transição sem data e sem roteiro, Trump repete Lula ao desprezar a oposição venezuelana e ignorar violações de direitos humanos, miséria, corrupção e a perseguição a opositores na Venezuela.
Author: Robson Bonin
Published at: 2026-01-07 12:15:23
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