Autoridades europeias e asiáticas, que falaram à Bloomberg sob condição de anonimato para discutir questões sensíveis, disseram que o conflito corroeu a confiança no papel dos EUA como protetor dos mares abertos, aumentando preocupações com preços de energia, alterando cálculos de segurança em torno de pontos de estrangulamento estratégicos e alimentando dúvidas sobre a capacidade de Washington de gerir as consequências da guerra. Analistas de transporte marítimo e de mercado de petróleo afirmam que um cessar-fogo sem um plano para reabrir o estreito corre o risco de deixar a artéria estratégica nas mãos de Teerã, prolongando o choque. “Se os EUA não têm capacidade de impor a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, o que impede então a Marinha do Exército de Libertação Popular de forçar um pouco mais a barra no Mar do Sul da China?”, questionou Emma Salisbury, pesquisadora sênior não residente do Programa de Segurança Nacional do Foreign Policy Research Institute.
Author: Bloomberg
Published at: 2026-04-05 13:38:01
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