Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ), promotor de Justiça Fabio Corrêa, essa transformação foi acelerada no pós-pandemia, quando o Comando Vermelho (CV), por exemplo, passou a adotar uma lógica muito semelhante à das milícias, priorizando o controle territorial como eixo central de atuação, e não apenas a comercialização de drogas Em junho deste ano, durante uma tentativa da Polícia Civil de capturar Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do tráfico no Complexo de Israel, um conjunto de favelas na Zona Norte do Rio, agentes encontraram uma igreja de fachada cuja estrutura era usada como abrigo para traficantes e ponto de ataque antiaério na comunidade de Parada de Lucas. Existem também funções auxiliares, como a do “formiguinha”, que transporta pequenas quantidades de droga com rapidez para lugares; o “fiel”, encarregado de circular pelas ruas durante a madrugada para observar o território e identificar movimentações consideradas estranhas; e o “sabadão” ou “malandrex”, a depender da comunidade — que são jovens recrutados apenas aos fins de semana ou em períodos de grandes eventos.
Author: Agência O Globo
Published at: 2026-01-04 13:29:34
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