O projeto de manipulação da opinião pública de um país ou da comunidade internacional, usando os meio de comunicação de massa e a serviço do governo dos Estados Unidos, remonta à segunda administração de Woodrow Wilson, na década de 1910, quando intelectuais, como Walter Lippmann e Edward Bernays, conceberam um modelo midiático centralizado de propaganda, com técnicas baseadas na psicanálise, para transmitir os interesse da elite às massas, de forma que estas os assimilassem acriticamente, como se fossem opiniões próprias. Até aqui temos o confrontamento de duas versões: a acusação da extrema direita venezuelana, amparada pelo imperialismo estadunidense, de que o governo fraudou as eleições, baseada no atraso da apuração e na impossibilidade de apresentar as atas eleitorais de maneira eletrônica; e a acusação do governo de que o imperialismo promoveu um ataque hacker para sabotar a transmissão eletrônica, via internet, das urnas ao sistema central do CNE. Como os Estados Unidos não conseguiram derrubar Hugo Chávez no golpe de estado em 2002, ou pela via eleitoral financiando candidatos de oposição e promovendo sabotagens políticas e econômicas, como não conseguiram invadir a Venezuela em 2019, na primeira administração Trump, quando porta-aviões com caças estacionaram no mar do caribe, ou como não conseguiram derrubar o governo de Maduro provocando uma guerra civil na última eleição presidencial, a partir das denúncias de fraude e dos grupos pagos para promover violência nas ruas, o governo de Donald Trump lança mão do sequestro do presidente venezuelano no início de 2026.
Author: Redação
Published at: 2026-01-04 23:36:08
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