Num documento sobre cooperação internacional em matéria de segurança nuclear, os auditores comunitários falam em “algumas lacunas” por parte de Bruxelas já que as ações europeias, ao abrigo do Instrumento para a Cooperação no domínio da Segurança Nuclear, “sofreram frequentemente atrasos e, por vezes, derrapagens de custos em relação ao inicialmente previsto”. Nesta auditoria, o tribunal examinou se o executivo comunitário (e o Serviço Europeu para a Ação Externa) tem sido eficaz no reforço da segurança nuclear em países terceiros, nomeadamente no que toca à cooperação internacional, à atribuição de apoio financeiro e às ações realizadas em países como Arménia, Irão, Quirguistão, Tajiquistão, Ucrânia e Usbequistão. Neste relatório, os auditores da UE apontam que, “sobretudo, no que diz respeito à Ásia Central e ao Irão, as provas recolhidas pelo Tribunal indicam que as ações […] auditadas foram motivadas principalmente por considerações geopolíticas e não porque se entendesse que existia um risco para a segurança nuclear suficientemente elevado para justificar a sua seleção em detrimento de propostas concorrentes oriundas da vizinhança europeia”.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-03-04 20:08:45
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