Submarino nuclear soviético liberta radiação há 40 anos

Submarino nuclear soviético liberta radiação há 40 anos


Apesar de a investigação não ter encontrado vestígios de plutónio de grau militar nas amostras de água do mar, como atestou o autor principal do relatório, Justin Gwynn, descobriram medições anómalas junto a uma saída de ventilação do submarino nuclear: emissões de material radioativo muito acima dos valores normais registados naquelas águas. No rescaldo de casos como o de Chernobyl, a União Soviética avançou com várias missões de inspeção com submersíveis, com várias intervenções de contenção: “Cobriram-se as rachas em ambos os lados do compartimento de torpedos [que tinham ogivas nucleares], taparam-se outras aberturas, preencheu-se o vazio no compartimento e selaram-se os tubos de torpedos”. “Em algumas das amostras de organismos marinhos que recolhemos de ambos os lados do submarino, observámos baixas concentrações de césio-137, provavelmente devido a emissões contínuas, mas não se espera que esses níveis tenham qualquer impacto sobre os próprios organismos”, destaca Hilde Elise Heldal, investigadora do Departamento de Poluentes e Riscos Biológicos do Instituto Norueguês de Pesquisa Marinha.

Author: Mariana Furtado


Published at: 2026-03-24 17:57:05

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