Também não haveria a decisão de fechar o Helicóide, o tétrico prédio com formato de pirâmide em espiral que se transformou na Venezuela no que o DOI-Codi foi no Brasil: sinônimo de torturas e abusos – no caso venezuelano, em escala muito maior e com a diferença de que não há organizações armadas de esquerda. Queriam ver o regime derrubado, as suas figuras mais criminosas responsabilizadas perante a justiça, as instituições expurgadas – e, claro, María Corina como presidente, considerando-se que foi ela quem elegeu Edmundo González na eleição presidencial que Maduro roubou com inacreditável cara de pau, achando que poderia continuar até o fim da vida fazendo o que quisesse e ainda ganhando a cumplicidade de governantes vizinhos de esquerda. Marco Rubio, o secretário de Estado que virou o CEO da Venezuela, disse que não haverá mais intervenções militares, que a captura de Maduro apenas visou um indiciado pela justiça America por tráfico de drogas e que é de interesse do país cujo dossiê agora está em suas mãos colaborar, inclusive para receber os ingressos provenientes do petróleo cuja comercialização está a cargo dos Estados Unidos.
Author: Vilma Gryzinski
Published at: 2026-02-02 10:13:52
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