Há pouco tivemos problemas no Japão, e o Fed de Nova Iorque fez uma “rate check” [verificar as taxas junto dos bancos comerciais, o que antecede, por normal, uma intervenção], sinalizando a disponibilidade para cooperar com o Banco do Japão no sentido de fazer subir o iene e baixar o dólar, porque o iene estava demasiado fraco e queriam travar essa desvalorização desordenada. Por um lado, a perspetiva de crescimento com o “big beautiful bill”, que traz estímulo orçamental, é favorável ao dólar; mas por outro, a narrativa da inteligência artificial, que está a diversificar fluxos para lá das “Sete Magníficas” — a olhar para outras ações nos EUA e para outras regiões, incluindo mercados emergentes, que hoje têm avaliações atrativas e forte exposição a minerais críticos no Brasil, na China, etc, com avaliações muito baixas mas boas perspetivas de resultados. Sim, mas, se o nosso cenário base se confirmar, voltaremos a preocupar‑nos com a América Latina e a Doutrina Donroe [adaptação da política externa de James Monroe, que foi Presidente dos EUA, por parte de Donald Trump para alegadamente proteger a região da América].
Author: Alexandra Machado
Published at: 2026-03-13 22:43:08
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