Nem a Ucrânia pode vir a ser um Estado-membro de segunda classe, nem a sobreposição de tratados, conselhos e coligações pode criar uma complexidade labiríntica que afaste os europeus da União e impeça os líderes europeus de tomar decisões fundamentais e inadiáveis, da defesa comum ao Estado de Direito. Enquanto a Europa ensaia o seu Grito do Ipiranga – o ano passado foi o ano da defesa, este será o da competitividade, segundo o Presidente do Conselho Europeu – a América de Trump combina a exploração com a humilhação dos seus aliados, consolidando uma diplomacia de canhoneira, tanto económica como militar. Entre estas duas dimensões, a Europa enfrenta uma escolha que exigirá mais do que reuniões em castelos ou tertúlias em Munique: exigirá decisões difíceis e relembrar ao Presidente dos Estados Unidos que os europeus proporcionam grande parte da infraestrutura legal e física que permite aos Estados Unidos projetar força a nível global.
Author: Manuel Serrano
Published at: 2026-02-17 07:00:00
Still want to read the full version? Full article