Com os juros ainda altos, o Tesouro Selic segue recomendado, mas há espaço para os três principais títulos do Tesouro Direto: “uma alocação equilibrada entre Tesouro Selic, prefixados e IPCA+ pode ser uma estratégia mais adequada; quanto maior a participação do Tesouro Selic, menor a volatilidade do portfólio, mas também mais limitado tende a ser o seu potencial de retorno”, diz Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset. Diante de um cenário recheado de incertezas, o Tesouro IPCA+ se consolida como uma aposta defensiva, especialmente em prazos mais longos, “oferecendo um carrego robusto e a garantia de um retorno real contratado, o que se torna ainda mais relevante em caso de aceleração inflacionária”, diz Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos. Segundo ele, “o efeito sobre o crédito privado tende a ser duplo: compressão de spreads, já que a maior liquidez no sistema direciona capital para ativos que ofereçam prêmio sobre a taxa básica, e valorização de ativos indexados ao CDI com duration mais longa, que se beneficiam da redução da taxa de desconto”.
Author: Élida Oliveira
Published at: 2026-03-18 21:37:15
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