Secil, a cimenteira centenária vai ter novos donos espanhóis

Secil, a cimenteira centenária vai ter novos donos espanhóis


“A fundação da empresa, nos termos em que foi efetuada, entre empresários nacionais e empresas dinamarquesas que então construíam o Porto de Setúbal, foi um ato de confiança no futuro, uma vez que estes empreendedores anteviram o enorme potencial geológico e logístico que aquela localização encerrava, compreendendo a necessidade de produção nacional de um bem essencial ao conforto, segurança e património das populações – o cimento Portland – cujo consumo era, em 1930, de apenas 17 quilos por habitante e que atingiu o seu máximo histórico de 1.101 quilos no ano de 2001”, descreve a mesma publicação da Secil. Mediante contrato de arrendamento, João Guedes montou na Gândara a sua «Fabrica de Cimentos de Maceira», ‘cimentos naturaes’ tipo Portland, cal-cimento e cal hidráulica”, segundo uma informação da Junta de Freguesia de Maceira que ainda dá conta de outro projeto de João Luiz de Souza, que “montou uma fábrica de cimentos na cave da sua casa, com moinhos movidos pela água da ribeira que por ali passava, não longe da Quinta do Paraíso”, para onde a fábrica de Gândara se tinha mudado. Resultou da fusão de sete cimenteiras nacionalizadas no ano anterior: Cisul, Cinorte, Empresa de Cimentos de Leiria, Companhia de Cimentos Tejo, Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego, Sagres – Companhia de Cimentos do Algarve e Cibra – Companhia Portuguesa de Cimentos Brancos.

Author: Alexandra Machado


Published at: 2025-12-23 16:54:10

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