Se fosse um monge, Lucio Costa seria um monge insolente e cômico

Se fosse um monge, Lucio Costa seria um monge insolente e cômico


Quando, em meados dos anos 1930, apaixonado por duas Julietas ao mesmo tempo, fugiu de dilemas emocionais deixou claras as razões da fuga em cartas que escreveu à família no convés do navio a caminho da Europa, olhando para a espuma do mar: “E fugia a terra, fugiam os entes queridos – fugiam Lieta e Leleta – fugia tudo”. Como se estivesse construindo uma casa e tivesse de procurar os tijolos, um a um, e a cada descoberta fosse percebendo que não tenho a menor ideia de como ficará a casa pronta, porque o material de construção que vou encontrando vai alterando a ideia inicial, se ideia inicial havia. Investigar a vida de qualquer pessoa que tenha passado muito tempo sobre a Terra é uma aventura biográfica, investigar a vida de Lucio Costa é uma aventura surpreendente, inspiradora, divertida, um modo de me abrasileirar ainda mais.

Author: Metrópoles


Published at: 2026-02-18 13:01:00

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