Protecionismo americano acelera acordos comerciais

Protecionismo americano acelera acordos comerciais


Com a imobilização da Organização Mundial do Comércio (OMC) pela recusa dos EUA (de presidentes democratas e republicanos) a indicar juízes para a corte de solução de controvérsias, e pela ofensiva protecionista de Trump, o comércio global tende a se desviar em parcerias regionais ou multinacionais, menos abrangentes que nos acordos sob égide da organização, mas ainda assim capazes de garantir fluxos de mercadorias e bens sem barreiras elevadas. A China, o maior parque industrial do mundo, tem vantagens comparativas inegáveis nessa corrida: consegue escoar 90% de seu comércio isento de tarifas com os países da Associação das Nações dos Sudeste Asiático, que reúne 10 países da região de maior crescimento do mundo e, por meio deles, fornecer mercadorias para o mundo e obter o maior superávit comercial de todos, de US$ 1,2 trilhão em 2025. A diplomacia comercial da UE tem mais pontos sólidos de apoio na América Latina (acordos com Chile, Equador Peru, Colômbia, México e agora Mercosul) do que no Oriente (Japão e agora Índia), ao passo que o Mercosul, de relevante, tem apenas um acerto problemático com a União Europeia, sujeito a julgamento de sua legalidade pela Corte de Justiça.


Published at: 2026-01-28 08:03:31

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