Presidente INEM: houve “falha deontológica" na greve de 2024

Presidente INEM: houve “falha deontológica" na greve de 2024


A declaração inicial de Luís Cabral, esta terça-feira, na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, deu o mote para o que se seguiria durante quase cinco horas de audição: o atual presidente do INEM defendeu as mudanças operadas nos últimos meses dentro do instituto (que fazem parte do processo de refundação do INEM) e criticou os técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), em particular, o sindicato que representa estes profissionais. Questionado sobre a falta de implementação dos protocolos de atuação clínica (um tema que levou os técnicos de emergência pré-hospitalar a iniciar nova greve e pedir a demissão de Luís Cabral, há cerca de um mês), o presidente do INEM criticou o sindicato que representa esses profissionais e lembrou que foi feito o que era possível, uma vez que é preciso obter o consenso da classe médica para a delegação de competências nos técnicos. “Chegámos ao limite do que era possível fazer em concordância com a Ordem dos Médicos e com os nossos médicos”, defendeu ainda, explicando que os protocolos (que permitiriam aumentar as competências dos técnicos em situações de emergência, nomeadamente através da administração de medicação) têm de ter a concordância dos médicos, sob pena de os médicos reguladores que estão nos CODU não autorizarem a delegação de competências e não permitirem a implementação desses mesmos protocolos no terreno.

Author: Tiago Caeiro


Published at: 2026-03-31 20:11:23

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