Além de dizer em tribunal que, da análise feita às imagens captadas pelas câmaras de vigilância, não viu Odair com uma faca na mão, o inspetor da PJ referiu que a faca “não foi manuseada, pelo menos sem ser com as mãos protegidas, durante um período de tempo considerável” e que, caso Odair tivesse pegado em tal objeto naquela madrugada, “seria expectável que tivesse, pelo menos, algum tipo de vestígio“. Estas declarações surgem depois de na primeira sessão de julgamento o agente Bruno Pinto ter garantido que viu uma lâmina na mão de Odair Moniz: “Quando vejo uma lâmina, quando vejo a faca na mão, eu aí recuo de imediato, e disparo para uma zona inferior [do corpo], abaixo da cintura”, contou o agente da PSP, cujos dois disparos atingiram as zonas do tórax e da virilha da vítima. O Ministério Público quis ainda saber “como é que um cidadão acaba morto“, tendo o agora intendente da PSP respondido que “o cidadão não cumpriu as ordens da polícia” e que o nível de ameaça foi crescendo, acrescentando ainda que, em 2024, quando Odair Moniz morreu, os agentes da PSP tinham ainda muito presente a morte do polícia Fábio Guerra, que morreu em 2022, na sequência de agressões à porta de uma discoteca, em Alcântara.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-03-25 19:19:54
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