“Pecadores”: o tempo, o corpo e o blues

“Pecadores”: o tempo, o corpo e o blues


Ponto mais alto da noite antes do ataque, e também do filme, a apresentação de Sammie, põe em imagens o que nos é introduzido no prólogo de Pecadores: “Existem lendas sobre pessoas com o dom de fazer música tão verdadeira que consegue atravessar o véu entre a vida e a morte, conjurando espíritos do passado e do futuro”. A essa altura, já os tínhamos visto: testemunhamos quando Remmick (Jack O´Connell), após fugir da perseguição de indígenas que sabiam o que ele era, ataca o casal de racistas que o escondera em casa e, assim, os transforma em vampiros (é o tipo de regra que varia com a representação vampiresca; neste filme, basta uma mordida). É aquela do aion tal como definido por Gilles Deleuze: “Em lugar de um presente que absorve o passado e o futuro, um futuro e um passado que dividem a cada instante o presente, que o subdividem ao infinito em passado e futuro, nos dois sentidos ao mesmo tempo”.

Author: Amanda Massuela


Published at: 2026-03-18 19:53:20

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