Conforme a escrita avança, a fronteira entre ficção e realidade se dissolve: o personagem criado por Petra se parece demais com Nathaniel e parece assumir o controle da história, levando-a a questionar o que é real, o que é invenção e até onde irá para retomar a própria narrativa. O livro também critica o modelo de extração de dados, matéria-prima, energia e mão de obra barata de países pobres para alimentar a busca pela chamada “inteligência artificial geral”, que visa imitar a capacidade cognitiva humana. Nesse percurso, ela reflete sobre identidade, pertencimento e maternidade, ao pensar o que significa ser negra, americana e estrangeira, enquanto aprofunda a metáfora dos “bons sapatos” como símbolo de liberdade e da possibilidade de seguir em frente, transformando a estrada em caminho.
Author: Ana Luiza Bezerra
Published at: 2026-01-19 17:18:23
Still want to read the full version? Full article