O último grande filme de Clint Eastwood está na Netflix — e passou batido por muita gente

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Sensível a roteiros que fogem ao comum, Eastwood extrai do texto de Nick Schenk, baseado num artigo do jornalista Sam Dolnick para a “New York Times Magazine”, um conto revelador sobre velhice, solidão, vulnerabilidade social e morte, ao longo do qual reflete acerca de assuntos espinhosos como xenofobia, racismo, políticas antidrogas e o populismo rasteiro das autoridades, empenhadas em dar soluções fáceis e equivocadas para um problema complexo. Earl passa a atravessar o Centro-Oeste dos Estados Unidos, indo até El Paso, Texas, na fronteira com o México, hospedando-se em motéis baratos na companhia de prostitutas com quem divide sanduíches de carne de porco, até que finalmente cede à intuição e decide remexer na carroceria da caminhonete. Eastwood mantém a boa desenvoltura diante do núcleo dos agentes da DEA chefiados pelo Warren Lewis de Laurence Fishburne, destacando-se ainda mais com a entrada em cena de Colin Bates, o detetive responsável por mapear o fluxo de traficantes na região de Chicago.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-01-04 14:46:20

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