E por isso digamos que as inopinadas fantasias a que acima aludi na representação do nascimento de Cristo em nada afectam a nossa convicção – quase geral aqui em casa – de que é no presépio que se encontra e dele que emana a essência do Natal – e o seu mistério e o seu milagre. Além de que este amontado de gente e gerações que dá pelo mais comum nome de família e no qual vivo mergulhada sofreria um choque que a quadra não recomendaria, ao constatar uma “mater familias” subitamente remunerada (e por quem, desde logo?). Por detrás do ruído humano e do atropelo dos seus verbos e gestos, o Natal – e o desafio do recomeço que ele traz consigo e nos oferece – esteve ali: convivemos, contemplámos, rezámos, agradecemos.
Author: Maria João Avillez
Published at: 2025-12-31 00:22:37
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