Talvez estejamos demasiado habituados a treinar e a medir obediência sintática e reprodução acrítica, e não aquilo que a universidade quer cultivar: pensamento crítico, curiosidade, e, mais do que dar boas respostas, fazer boas e novas perguntas. Recentemente, numa palestra na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Meredith R. Morris, diretora de Interação Humano-IA na Google DeepMind, descreveu um futuro plausível: sistemas de IA baratos e escaláveis a servir a maioria da população nas mais variadas áreas (professores, médicos, advogados, artistas). Pode escolher se reinventa o que significa aprender num mundo com máquinas que escrevem, ou se se transforma numa espécie de museu da avaliação do século XX, com direito a visitas guiadas e a detetores de plágio à entrada.
Author: Tiago Guerreiro
Published at: 2026-02-10 07:00:00
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