O seu retorno não está em Belém, está em construir, com tempo e repetição, a noção de que o Chega é a única alternativa governativa ao PS e ao PSD, ou seja, que é a única possibilidade de mudar Portugal. Enquanto a maior parte dos comentadores e dos políticos está focada no curtíssimo prazo (“será que Ventura consegue ter maior votação do que a AD?”) e assume uma estratégia fixa (“o Chega quer engolir o PSD”), à semelhança de outros partidos populistas, o Chega vai trilhando um caminho prolongado e adaptável. Não é tanto uma blitzkrieg mas uma guerra de atrito, em que a vitória só chega quando (e se) a maioria aceitar uma ideia simples: que a mudança não se faz trocando de condutor ao volante, mas trocando o próprio carro.
Author: Pedro Silveira
Published at: 2026-02-03 12:00:00
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