O faroeste da Netflix que faz Yellowstone parecer passeio no shopping

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Não se faz um bom faroeste sem personagens imbuídos de um desejo de retaliação, que se atiram sem medo a uma jornada contra quem ameaça o sossego de sua terra mediante um crime e consegue até macular a honra de sua família com o sangue de um inocente. A premissa mostra-se verdadeira no momento em que se começa a listar algumas produções que se aprofundam sobre o argumento do acerto de contas, e os vaqueiros americanos e xerifes entram nessa equação como sacerdotes profanos e bárbaros da terra, mestres na alquimia de fazer do talento em lidar com o lado mais primitivo da natureza uma qualidade prezada não só por quem os rodeia, mas por toda a gente. Os homens e mulheres que tomaram parte nos eventos inescapavelmente belicosos inaugurados há 250 anos com o 4 de Julho de 1776, quando os Estados Unidos declararam sua independência da metrópole inglesa de maneira unilateral, e constituíram-se numa força vital para que o movimento vingasse, a partir de 3 de setembro de 1783, quando sua vontade de ser livre os catapultou à vitória e se viram, afinal, livres do domínio de Jorge 3° (1738-1820), rei da Grã-Bretanha e da Irlanda estão em grande medida representados no trabalho de Smith e do diretor Peter Berg, que sabe tornar atraentes o sangue, o suor, o pranto e o crepitar dos revólveres e espingardas com subtramas pautadas pelo choque cultural entre indígenas e caubóis, os dois grupos dispostos a matar e a morrer por um território num lugar qualquer do Velho Oeste americano.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-02-02 18:11:09

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