O plano foi estruturado ao longo de meses através de câmaras técnicas e consultas públicas.Em fala no evento de lançamento, na sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), a secretária Nacional de Bioeconomia, Carina Pimenta, definiu o plano como uma "estratégia de desenvolvimento nacional" e "novo paradigma" que busca ampliar a geração de renda no país por meio de setores como bioindústria e saúde.O programa prevê estímulo a negócios liderados por povos indígenas, povos tradicionais e agricultores familiares, além do uso de biomassa na agricultura. Pimenta enfatizou que o PNDBio estabelece metas concretas e que "não é um plano declaratório, e sim um plano de implementação".O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou que o plano cria oportunidades econômicas alinhadas à proteção ambiental e que há produtores em todos os biomas interessados em inserir seus produtos no mercado. Ele criticou, ainda, os ataques que o órgão sofre quando atua no combate ao crime organizado.A diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, informou que o banco já reservou R$ 1,6 bilhão para o PNDBio e ressaltou que o Fundo Amazônia — mecanismo criado pelo governo brasileiro para financiar o combate ao desmatamento — terá papel fundamental nos investimentos.Por sua vez, a secretária de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Júlia Cruz, cravou que diversificar fontes renováveis é uma questão de soberania nacional.Segundo ela, além de já responder por um quarto do produto interno bruto (PIB) do Brasil, o segmento pode gerar US$ 284 bilhões adicionais, com a renda permanecendo nas comunidades locais.Já o secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, afirmou que a sustentabilidade se tornou um vetor do desenvolvimento econômico, indicando que políticas ambientais e crescimento econômico caminham de forma integrada.Em seguida, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, trouxe para a conversa o contexto geopolítico de guerra no Oriente Médio, que viu o fechamento de fato do estreito de Ormuz e o aumento no preço do petróleo e do gás natural.Segundo a ambientalista, os biocombustíveis surgem como alternativa diante desses impactos.
Author: Leonardo Sobreira
Published at: 2026-04-01 16:45:00
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