Aurora Rodríguez Carballeira (1879-1955) estava disposta a tudo para realizar o sonho da maternidade perfeita, boa parte do que registra Paula Ortiz em “A Virgem Vermelha”, um esforço quanto a resgatar uma história que desapareceu do inconsciente coletivo de seu país depois da eclosão da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O roteiro de Clara Roquet e Eduard Sola propõe um retrospecto da vida e carreira de Hildegart, até o tempo em que era apenas o tresloucado plano de Aurora de refinar a humanidade por meio de indivíduos cujos temperamento, gostos, preferências e atitudes seriam determinados desde a concepção. Ortiz destaca esse aspecto do texto de Roquet e Sola nas passagens em que a futura mãe da salvadora profana do Ocidente procura por um homem que jamais reivindicará a paternidade da criança, para que seja ela a única a autorizada a palpitar em sua educação.
Author: Giancarlo Galdino
Published at: 2026-01-31 22:32:00
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