“Não estou mais sozinha”

“Não estou mais sozinha”


Cheguei antes de todo o avanço que agora vemos: antes das cotas, da presença feminina e antes de o ITA se ver no espelho e reconhecer quem eram os que excluía. Sou filha de um tapeceiro e de uma comerciante e fui a primeira da família a entrar em uma universidade, depois de frequentar uma boa escola pública de São Paulo. Hoje, tenho certeza de que a dificuldade de acesso de pessoas como eu a instituições de excelência como o ITA não se explica pela falta de talento, mas por um racismo estrutural somado à educação básica deficiente, que reduz drasticamente as chances de voo alto.

Author: Amanda Péchy


Published at: 2026-02-14 11:00:38

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