Foi também em Macau que Leal de Carvalho se estreou como romancista, em 1993, com a publicação de Requiem por Irina Ostrakoff, livro que lhe valeu o prémio do Instituto Português do Oriente, no ano seguinte, e que acabou por ser traduzido para chinês, em 1999, e para búlgaro, em 2002. Já regressado a Portugal, o juiz continuou a escrever sobre a região chinesa, nomeadamente em A Mãe (2000), onde narra a vida de Natasha Korbachenko, nascida na Sibéria, que a revolução bolchevista fez fugir para Xangai e que no pós-guerra do Pacífico acaba por se refugiar em Macau. “Com a recriação de ambientes e experiências vividas em mais de 30 anos no território, Rodrigo Leal de Carvalho afirmou-se como um escritor das memórias da cidade de Macau e do universo do funcionalismo português nas colónias ultramarinas das décadas de 1950 e 1960, sempre enquadradas na conjuntura mundial do século XX”, destacou o STJ.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-01-26 08:52:26
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