Carlos Saboga, nascido na Figueira da Foz, em 1936, foi também tradutor, assistente de realização, jornalista na imprensa, rádio e na televisão, crítico de cinema, tendo escrito argumentos para a televisão e para o cinema, em Portugal e em França. Depois de ter sido preso pela PIDE (polícia política de Salazar), Carlos Saboga deixou o país em 1965, a salto e sem documentos, com uma equipa francesa que tinha vindo filmar a Portugal, tendo vivido sucessivamente em Paris, Roma, Argel, e de novo em Paris, onde fixou residência, e veio a falecer na sexta-feira à noite. Saboga foi argumentista de vários dos filmes produzidos por Paulo Branco, nomeadamente “Mistérios de Lisboa” (2010) de Raul Ruiz, “As Linhas de Wellington” (2012) e “O Caderno Negro” (2018) de Valeria Sarmiento, “O Milagre Segundo Salomé” (2004), “Um Amor de Perdição” (2008) e “Ordem Moral” (2021) de Mário Barroso.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-03-01 22:27:42
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