O Banco Central parece ter a mesma dificuldade de percepção da realidade ao pregar uma suposta necessidade de “reformas estruturais e disciplina fiscal” para que os juros possam baixar, e, adicionalmente, seguir repetindo o falso dogma de que teria que manter os juros altos para controlar a inflação, sendo que, sabidamente, a inflação que existe no Brasil não se reduz quando os juros sobem, pois decorre principalmente da elevação do preços de alimentos e de preços administrados pelo próprio governo. É evidente que a diretoria do Banco Central sabe de tudo isso, no entanto, constou da Ata daquela reunião de 10 de dezembro de 2025 que a manutenção da taxa básica de juros Selic no estratosférico patamar de 15% ao ano se deveria ao fato de que a inflação estaria fora da meta (?! O Banco Central precisa explicar por que segue atendendo as expectativas do mercado e desprezando os dados oficiais e a legislação, provocando graves danos à economia do país e às contas públicas, enquanto garante a farra do setor financeiro ao proporcionar uma remuneração absurda, um ganho real acima da inflação de mais de 10% ao ano, superando até mesmo a Rússia (em guerra) e a Turquia, enquanto os Estados Unidos praticam a taxa real de 1,02% ao ano, a Zona do Euro 0,05% e o Japão -2,09% (negativos).
Author: Redação
Published at: 2026-01-11 19:03:34
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