O cenário político que definiu as eleições de Jair Bolsonaro, então do PSL, em 2018, e a volta de Lula à Presidência, em 2022, foi de guerra entre extremos: de um lado, uma esquerda liderada pelo PT, vendido aos adversários como um partido radical de esquerda sem nunca ter sido; do outro, a extrema-direita. Quando a polarização é grande, o meio não existe: o eleitorado de centro democrático se alinha à esquerda; os conservadores tomam o rumo do extremismo de direita – aliás, uma opção ideológica em moda mundo afora, e investimento e aposta dos militares brasileiros que conspiraram para levar Bolsonaro ao poder em 2018 e depois tentaram um golpe para lá permanecerem todos eles (o presidente-capitão e os militares). Com Caiado, o PSD de Kassab, mesmo se não tomar o lugar do príncipe herdeiro do ex-presidente que tentou um golpe, ganha capacidade para alavancar sua bancada parlamentar – e o poder que disso decorre é onde se situa a verdadeira vocação de ambos, de Kassab e do PSD.
Author: Carlos Lopes
Published at: 2026-03-31 18:15:20
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