Lula e António José Seguro: dois caminhos (por Hubert Alquéres)

Lula e António José Seguro: dois caminhos (por Hubert Alquéres)


A vitória do socialista moderado António José Seguro na eleição para presidente de Portugal tem um significado que vai além de suas fronteiras por indicar o caminho da conciliação como o mais adequado para enfrentar o populismo e a polarização. No caso de Portugal, o caminho seguido não foi apenas uma estratégia eleitoral para sair da quarta posição, com apenas 10% das intenções de voto, Seguro sempre esteve convicto de que a pacificação é o caminho para que seu país reencontre a estabilidade política inaugurada em 1986, com a eleição de Mário Soares, e interrompida no início da década atual. Esse PT de tacape nas mãos, disposto a esmagar o “inimigo”, fala em construir uma “Frente Ampla” para derrotar o “fascismo”, mas aprova resoluções que soam radicais e estreitam a possibilidade de alianças: “A política monetária conduzida pelo Banco Central, cuja autonomia foi instituída durante o governo Bolsonaro, tem operado como instrumento de bloqueio ao projeto eleito nas urnas, aprofundando a financeirização da economia, drenando recursos públicos e restringindo o investimento produtivo.” Portanto o Banco Central deveria ser tratado como um apêndice do governo.

Author: Metrópoles


Published at: 2026-02-11 14:00:12

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