O secretário-geral da ONU sublinhou que todos os Estados-membros da organização devem respeitar as obrigações a que estão sujeitos no âmbito da lei internacional e das Nações Unidas, incluindo o uso de força contra a integridade territorial e independência política de qualquer Estado — Trump já veio apelar à população iraniana que aproveite esta oportunidade para derrubar o atual regime, defendendo que será uma oportunidade única em várias gerações. Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, lembrou que o Parlamento Europeu “exige há muito que o regime iraniano desmantele os seus instrumentos de opressão, cesse o apoio aos grupos terroristas, abandone as suas ambições nucleares e, finalmente, permita que o seu povo seja livre para escolher o seu próprio destino”, classificando os ataques do regime contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo são “indesculpáveis e injustificáveis”. O comunicado do Governo português não tocou, de resto, nas ações dos Estados Unidos: expressando “grande preocupação”, o texto do Ministério dos Negócios Estrangeiros deixa críticas ao Irão, pedindo que o programa nuclear do país cesse, que o regime respeite os direitos humanos dos iranianos e “condena os injustificáveis ataques do Irão aos países vizinhos da região — entre eles, a Arábia Saudita, o Catar, os Emiratos Árabes Unidos, o Kuwait e a Jordânia —, que devem cessar imediatamente”.
Author: Mariana Lima Cunha
Published at: 2026-02-28 18:15:43
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