“Os contactos refletiram o desejo de Israel de evitar ser visto como um país que está a aumentar as tensões com o Irão ou a liderar novos ataques contra ele, num momento em que Israel estava a preparar uma importante campanha militar contra o Hezbollah, a milícia alinhada com o Irão no Líbano, de acordo com diplomatas e autoridades regionais”, escreve o diário americano, que nota como estas garantias contrastam com a retórica pública de Israel no final do ano passado, quando as autoridades sugeriram abertamente a possibilidade de realizar novos ataques ao Irão para reverter o que diziam ser o rápido reabastecimento do arsenal de mísseis balísticos do país. O Irão acreditava que, mesmo que as garantias israelitas fossem genuínas, deixavam em aberto a possibilidade de que as forças armadas dos EUA realizassem ataques contra o Irão como parte de uma campanha coordenada pelos dois aliados, enquanto Israel concentrava o combate estritamente no Hezbollah. A reportagem do Washington Post também dá conta que o Kremlin já teria sugerido a Trump no passado a possibilidade de servir como intermediário entre Israel e o Irão, de acordo com um académico russo próximo a diplomatas, mas Trump terá recusado a oferta.
Author: Joana Moreira
Published at: 2026-01-14 23:50:45
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