Inusitado: um dos filmes mais elogiados da Netflix não está na Netflix no Brasil — só na HBO Max

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Entre uma e outra sequência do filme de Rees, muita crítica embalada em sarcasmo, piada com assuntos espinhosos — a desventura de se ter de pegar em armas, inclusive —, comentários de cunho sociocultural e muita reflexão sobre os caminhos que os Estados Unidos vem tomando quanto a deliberar e (não) resolver o problema racial no país, da 13ª Emenda, promulgada em 1865 com o propósito de abolir formalmente o regime escravocrata, a George Floyd (1973-2020), o ex-segurança executado no meio da rua, diante de câmeras de celulares, por Derek Chauvin, um policial branco, hoje cumprindo pena de 22 anos por homicídio doloso. Os Estados Unidos tornaram-se uma nação autônoma em 4 de julho de 1776, livrando-se da subjugação de um reino que, assumidamente, enxergava-lhe tão somente como a providencial fornecedora de recursos naturais para uma ilha de dimensões ridiculamente menores, em que a exígua faixa de solo cultivável era obrigada a sujeitar-se às intempéries de um clima hostil. Seu pai racista, Pappy, nunca de instigar-lhe o ódio de que vai se nutrindo, e Jason Clarke vai pontuando o enredo desse sentimento ambivalente e perigoso, enquanto na outra ponta o pastor Hap Jackson, de Rob Morgan, credita a Deus a bênção por essa terra, maldita para o personagem de Clarke, e o embate dos dois homens não demora a eclodir e tomar uma parte considerável do longa, que, por óbvio, é muito mais que isso.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-01-11 16:00:13

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