Hannah Arendt e a banalidade do mal: o duelo silencioso que a Netflix esconde no catálogo

Hannah Arendt e a banalidade do mal: o duelo silencioso que a Netflix esconde no catálogo


Despachara-se para Jerusalém, a fim de acompanhar o julgamento do facínora, mas concluíra que não havia nada em especial a ser dito: Adolf Eichmann (1906-1962) era mesmo um sujeito como outro qualquer, com aspirações e necessidades de um sujeito como qualquer outro, cuja principal distinção se encontrava no aspecto bastante peculiar de seu trabalho e em quem o chefiava. Eichmann é mantido em endereço secreto até que se resolvam trâmites legais eminentemente burocráticos, crítica pontual e equilibrada de Weitz, e nesse meio-tempo, o agente explica a seu cativo que só poderão extraditá-lo se ele consentir a assinatura de um documento formal, o que ele, claro, não pensa fazer. Este é o ápice do trabalho de Weitz, Isaac e Kingsley; a sequência em que Malkin tira a barba de Eichmann, usando uma navalha afiada com esmero, é vigorosa o suficiente para estear todo o filme, ao passo que a condução para o desfecho se anuncia como se pode presumir.

Author: Giancarlo Galdino


Published at: 2026-02-22 20:52:07

Still want to read the full version? Full article