Gustavo Guerreiro: A ONU sem tom, sem voz

Gustavo Guerreiro: A ONU sem tom, sem voz


O silêncio que se segue ao fim da música de Gil e Annan não é o silêncio da paz; é o ruído surdo de sanções, o estalar de ameaças militares e o choro de povos abandonados pela governança global. É imperativo que o mundo, ou o que restou de sanidade nele, busque construir um novo rearranjo global que não dependa do humor volátil de uma única potência ou do resultado eleitoral de uma democracia em frangalhos. É preciso um sistema que reconheça a multipolaridade de fato, que proteja a soberania dos pequenos e que resgate a ideia de que o direito internacional não é uma sugestão opcional, mas o único muro que nos separa da barbárie total.

Author: Redação


Published at: 2026-02-01 13:14:10

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