Guiné-Bissau: libertar a democracia da armadilha da CEDEAO

Guiné-Bissau: libertar a democracia da armadilha da CEDEAO


Embora consciente da incapacidade notória e da falta de vontade endémica da CEDEAO em resolver os problemas dos povos da África Ocidental, sempre que é anunciada a vinda a Bissau de uma delegação da organização sub-regional, os filhos da terra de Cabral abandonam, por instantes, o seu “djitu ka tem” (não há como fazer), num renovar de esperança na aparição desse grande espírito todo-poderoso da nossa floresta sagrada, capaz de decidir sobre o bem e o mal. Mentiroso compulsivo e dotado de uma esperteza saloia, os três motivos que deu a gaguejar ao seu chefe da Casa Civil da Presidência apenas reforçam uma evidência: Sissoco é o único suspeito, pois alegou-se (i) a descoberta de um depósito de armamento ilegal; (ii) o envolvimento de um conhecido narcotraficante; e (iii) a tentativa, por parte de alguns políticos, de adulterar os resultados eleitorais. Para sermos consequentes, e sem excluir outras formas de luta, a diáspora deve organizar-se, longe dos holofotes, em fóruns de reflexão destinados a delinear estratégias de combate diplomático, judicial e comunicacional, em estreita articulação com os soldados da democracia no chão pátrio, onde deverão ser levadas a cabo acções coordenadas de desobediência civil e de sabotagem contra o regime teleguiado por Sissoco.

Author: Braima Mané


Published at: 2026-01-25 00:11:44

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