O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a diretoria do Banco Central, escreveu um artigo em 2019 em que criticou o uso exclusivo de ferramentas de política monetária heterodoxas - como juros negativos e compra de títulos de dívida - para estimular o crescimento. Outras medidas mencionadas no artigo foram a política do Banco do Japão de travar a taxa dos títulos de dez anos em zero, e a do Banco Central Europeu (BCE) de adotar juros negativos, cobrando dos bancos um pequeno "pedágio" para manter dinheiro parado em reservas - baseada na premissa de que isso levaria as instituições financeiras a emprestar ou a comprar ativos, aquecendo a economia. O alto grau de incerteza (tanto político e econômico, em meio à possibilidade de aumento de juros após muitos anos de juros muito baixos/zero/negativos), o alto risco de empréstimo e o grau elevado de endividamento são três dos aspectos centrais da 'armadilha' em que as economias desenvolvidas estão presas", diz o artigo, sobre o contexto econômico de 2019.
Author: Estadão Conteúdo
Published at: 2026-02-02 16:14:04
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