Gronelândia: o novo realismo da segurança internacional

Gronelândia: o novo realismo da segurança internacional


A segunda diz respeito à recuperação da Doutrina Monroe e do Corolário Roosevelt, em que a América Latina surge como zona de influência (o tal “quintal”) americana, afastando outras influências externas, no caso, a China e a Rússia, cujas relações com a Venezuela e outros países, como Cuba, são vistas como uma ameaça política e económica por parte dos Estados Unidos. Consequentemente, a Rússia e a China estão a cooperar no desenvolvimento desta rota, que encurta significativamente o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa, contornando o Canal do Suez (em certos trajetos, pode encurtar a distância de forma muito relevante). Como homem transacional equaciona o controlo do território, não diretamente junto da Dinamarca, por autonomia política da Gronelândia, mas através de uma campanha que conduza a população daquele território a requerer um referendo de independência, algo que não é impensável no quadro do seu autogoverno, por meio de uma “proposta irrecusável” aos cidadãos (um ou dois milhões de dólares per capita), “adquirindo-a”, assim, indiretamente, juntando a promessa de um estatuto político-militar equiparado às Ilhas Marshall, aos Estados Federados da Micronésia ou ao Palau, estados soberanos no Pacífico que delegaram a sua defesa total aos EUA.

Author: João Ferreira Dias


Published at: 2026-01-11 00:11:40

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