“Não vou comentar esse assunto [Groenlândia], mas posso garantir que, no final, a única forma de abordar esta questão é através de uma diplomacia reflexiva”, afirmou Rutte no Fórum de Davos, Suíça, intervindo num painel intitulado “Pode a Europa defender-se?”, e no qual participaram, entre outros, os Presidentes polaco, Karol Nawrocki, e finlandês, Alexander Stubb. No dia em que é aguardada a chegada a Davos do Presidente norte-americano, Donald Trump, Rutte assegurou que está a tentar diminuir o atual clima de tensão “nos bastidores” e defendeu que o papel de secretário-geral da Aliança Atlântica exige discrição, apontando que foi isso o que fizeram os seus antecessores quando confrontados com outras crises, evitando declarações públicas. Ao longo das últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta poderia cair nas mãos da China ou da Rússia, algo que é rejeitado pela generalidade dos países europeus, que saíram em defesa da soberania e integridade territorial da ilha.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-01-21 14:17:28
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