Estou a acompanhar aos poucos o diário completo, imitando os hiatos da publicação original: em 2021 li de novo o volume I, de 1941; li o de 1943 em 2023; e agora o volume III, de 1946. Os anos são os de 43-46, e a segunda metade da guerra aparece como uma tragédia algo longínqua, merecendo pouco mais do que uma entrada completa: o espanto e a atrocidade da bomba atómica. E enfurece-se com os urbanitas e os intelectuais que gostam de jardins zoológicos e botânicos, mas não de animais e de árvores, e que chamam “província” a Portugal quase inteiro, enquanto julgam que Lisboa é Paris.
Author: Pedro Mexia
Published at: 2026-01-15 22:57:00
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