O dilema ganha contornos inusitados, pois obriga os países europeus a escolher entre apoiar um membro da UE e manter a lealdade à arquitetura de segurança continental liderada por Washington, pilar fundamental da aliança atlântica.Em uma situação que, caso se agrave, poderia levar a Dinamarca a invocar o Artigo 5º de defesa mútua da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e Bruxelas o análogo Artigo 42.7 do Tratado da União Europeia, países como a Alemanha propõem uma solução negociada no âmbito da aliança. O Reino Unido e a Noruega chegam a propor a criação, dentro da OTAN, da Operação Sentinela Ártica, para atender ao que o presidente dos EUA, Donald Trump, define como um problema de segurança em torno da Groenlândia. Enquanto aguarda resolver suas dúvidas, Madri, no entanto, pede firmeza a Bruxelas.Multilateralismo ou 'declaração oportunista'?Durante seu comparecimento ao Parlamento espanhol para explicar a posição de sua pasta diante da crise aberta na Venezuela, o ministro Albares anunciou a necessidade de impulsionar a criação de uma "Aliança Mundial para o Multilateralismo", que zele pela "cooperação internacional e pela resolução pacífica dos conflitos, em defesa da paz e da segurança internacionais".Cabe questionar o que se encaixa nesse idealismo multilateral, já que o bloco europeu não respondeu da mesma forma quando outros países sofreram ataques diretos à sua integridade, como Palestina, Venezuela, Líbano, Síria ou Irã.
Author: Sputnik Brasil
Published at: 2026-01-18 19:15:24
Still want to read the full version? Full article