Desde a invasão russa da Ucrânia e a disrupção do Nordstream (gasoduto que abastecia a Alemanha) em 2022 que a Europa tem vindo a procurar novos fornecedores, mas também a recorrer a vias alternativas de abastecimento para substituir os elevados fluxos que chegavam através de gasoduto. Os Estados Unidos protagonizaram as maiores entregas de gás para a Europa com um acréscimo de 60% em 2025 e um relatório da Agência Internacional de Energia conclui que “o forte abastecimento de GNL americano desempenhou um papel chave em encher as reservas de gás europeias ao longo do ano para o inverno de 2025/2026”. Outros fornecedores são o norte de África — em particular a Argélia –, o Azerbaijão e o Qatar, mas não têm a capacidade financeira de alavancar a sua produção que os Estados Unidos conseguem ter a partir dos grandes campos petrolíferos como o Permian e com recurso ao shale gas (gás de xisto).
Author: Ana Suspiro
Published at: 2026-01-26 19:18:06
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