“Temos habitualmente constelações [conjuntos de satélites] como o GPS e o Galileo, que fornecem serviços de posição, navegação e tempo, em órbitas médias, a cerca de 24.000 quilómetros de altitude, e com esta constelação a ideia é fornecer serviços em complemento a estes, em órbitas mais baixas, com altitudes a rondarem os 500 quilómetros”, disse à agência Lusa o responsável por programas de telecomunicações e navegação por satélite da agência espacial portuguesa (Portugal Space), ao explicar a missão Celeste. “Ao termos mais satélites em órbitas diferentes, que estão a transmitir também sinais que são diferentes, em frequências diferentes, significa que existe uma maior diversidade de sinais e o facto de os satélites estarem mais próximos da Terra, significa também que os sinais são potencialmente mais fortes”, adiantou Tiago Roque Peres. Quando entramos no carro e ligamos o Waze ou o Google Maps para ver qual é o caminho para o destino, o que o telemóvel vai fazer, em primeiro lugar, é pedir ao recetor que está dentro do telefone qual é a posição”, exemplificou o engenheiro aeroespacial.
Author: Agência Lusa
Published at: 2026-03-19 19:40:45
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